A Revolução Liberal Portuguesa de 1820
No séc.17, entre 1807 e 1810, Portugal sofreu 3 invasões Francesas, em resposta à hesitação dos Portugueses em cumprir o Bloqueio Continental, em consequência da sua antiga aliança com os Ingleses, pois Portugal possuia relações económicas bastante priveligiadas com a Inglaterra, país o qual França se encontrava em guerra. Com tudo isto a família real fugiu para o Brasil (Rio de Janeiro) com medo de ser feita prisioneira, deixando Portugal nas mãos de um general inglês, Beresford, que passou a governar Portugal, como pretexto de organisar e garantir a defesa contra as tropas de Napoleão.
Consequências das invaões Francesas:
-Elevado número de mortes
-Pilhagens
-Abusos
-A agricultura e a frágil industria foram abandonadas
-desagradável situação económica
O povo estava cada vez mais sobrecarregado de impostos, estava desamparado pela ausência do rei, e sentia-se governado por estrangeiros.
A primeira tentativa de revolta dá-se em 1817, por um grupo chefiado pelo General Gomes Freire de Andrade. Este que tentou instaurar o liberalismo, mas a sua acção foi denunciada, levando a que fosse preso e condenado à morte pelos Ingleses, o que revoltou a população.
Passado um ano surgiu no Porto uma associação secreta chamada Sinédrio.
Em 24 de Agosto de 1820, como Beresford estava ausente, os elementos do Sinédrio causaram um movimento revolucionário pelas ruas do Porto, proclamando uma grande necessidade de uma Constituição.
Acabada a revolução, o Governo Provisório começou imediatamente a preparar eleições que se realizaram em Dezembro de 1820 e foram as primeiras eleições feitas em Portugal. Nestas eleições os Portugueses escolheram os seus representantes para as chamadas Cortes Constituintes pois deviam elaborar a CONSTITUIÇÃO.
Os princípios da Constituição eram:
•A Constituição de 1822 baseava-se nos princípios de “igualdade” e “liberdade” dos cidadãos.
•A lei era igual para todos, qualquer que fosse a sua origem e a sua riqueza.
•Acabavam assim os privilégios da nobreza e do clero.
As cortes exigiram o regresso do rei D.João VI do Brasil, este que quando chegou a Portugal jurou respeitar a futura Constituição.
Em 1822 a Constituição foi aprovada,instaurando-se assim um novo regime politico, a monarquia constituicional.